eu sempre te vejo em tanta coisa boa
e penso se ainda valeria a pena
mas enquanto te escrevo esse poema
você manda nudes pr'outra pessoa
segunda-feira, 22 de maio de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
Cromático
Os seus olhos têm algo de verde
E eu me perco neles sem disfarçar
Eles me atravessam e me prendem
E eu não consigo desvencilhar
Eu rio de tudo que você diz
E pareço não conseguir me acalmar
Até que os meus lábios os seus
Possam finalmente se tocar
Eu me sinto um tanto patética
De tanta expectativa criar
Você provavelmente não se importa
Mas eu não consigo evitar
E eu continuo te desejando
Passo o dia a devanear
Já que não posso mudar o que sinto
Só espero não me machucar.
E eu me perco neles sem disfarçar
Eles me atravessam e me prendem
E eu não consigo desvencilhar
Eu rio de tudo que você diz
E pareço não conseguir me acalmar
Até que os meus lábios os seus
Possam finalmente se tocar
Eu me sinto um tanto patética
De tanta expectativa criar
Você provavelmente não se importa
Mas eu não consigo evitar
E eu continuo te desejando
Passo o dia a devanear
Já que não posso mudar o que sinto
Só espero não me machucar.
Segredo
Ah, se você soubesse
Como seu sorriso mexe comigo
Como seu riso atravessa o meu ouvido
E faz o meu peito apertar
Ah, se você soubesse
Que todo seu corpo é uma obra-prima
E o meu, sem pensar, se aproxima
Esperando poder te tocar
Ah, se você soubesse
Que seus lábios parecem esculpidos
E que eu os observo escondido
Sonhando com seu toque macio
Ah, se você soubesse
Em toda a sua descrença na vida
Em toda sua baixa autoestima
Como eu queria preencher o seu vazio.
Como seu sorriso mexe comigo
Como seu riso atravessa o meu ouvido
E faz o meu peito apertar
Ah, se você soubesse
Que todo seu corpo é uma obra-prima
E o meu, sem pensar, se aproxima
Esperando poder te tocar
Ah, se você soubesse
Que seus lábios parecem esculpidos
E que eu os observo escondido
Sonhando com seu toque macio
Ah, se você soubesse
Em toda a sua descrença na vida
Em toda sua baixa autoestima
Como eu queria preencher o seu vazio.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Quando eu era criança
Você era o monstro
Assustador, mas distante
Nesse mundo tão tronxo
Nos meus sonhos você
Nem mesmo tinha rosto
Se escondia na noite
E me deixava com nojo
Dizia a mim mesma
Que se fosse comigo
Minha vida tiraria
Não viveria com isso
Qual foi minha surpresa
Tive de crescer
E encarar que o problema
Vai além do que se vê
O monstro estava lá
Dentro de casa
Nas ruas, nas escolas
Debaixo das escadas
De monstro nada tinha
Era o homem comum
Bonito ou feio, rico
Ou sem tostão nenhum
Na rua assobia
E me chama de nomes
Gesticula horrores
E com os olhos me come
Qualquer uma de mim
Pode ser atacada
Ter o corpo ferido
E a alma roubada
E pra piorar
Esse show de horrores
A sociedade
Questiona minhas dores
A justiça permite
Sou puta e culpada
Sou objeto de desejo
E posso ser tomada
Se voce é um homem
Que diz "não sou assim"
Isso não é sobre você
Isso é sobre mim
Perceba também
Isso não é um favor
Você nunca, jamais
Vai entender meu pavor
Eu não quero matar
Homem nenhum
Eu quero é castrar
O seu senso comum
Nao adianta vingança
Eu quero o expurgo
Eu quero o fim
Da cultura do estupro.
Você era o monstro
Assustador, mas distante
Nesse mundo tão tronxo
Nos meus sonhos você
Nem mesmo tinha rosto
Se escondia na noite
E me deixava com nojo
Dizia a mim mesma
Que se fosse comigo
Minha vida tiraria
Não viveria com isso
Qual foi minha surpresa
Tive de crescer
E encarar que o problema
Vai além do que se vê
O monstro estava lá
Dentro de casa
Nas ruas, nas escolas
Debaixo das escadas
De monstro nada tinha
Era o homem comum
Bonito ou feio, rico
Ou sem tostão nenhum
Na rua assobia
E me chama de nomes
Gesticula horrores
E com os olhos me come
Qualquer uma de mim
Pode ser atacada
Ter o corpo ferido
E a alma roubada
E pra piorar
Esse show de horrores
A sociedade
Questiona minhas dores
A justiça permite
Sou puta e culpada
Sou objeto de desejo
E posso ser tomada
Se voce é um homem
Que diz "não sou assim"
Isso não é sobre você
Isso é sobre mim
Perceba também
Isso não é um favor
Você nunca, jamais
Vai entender meu pavor
Eu não quero matar
Homem nenhum
Eu quero é castrar
O seu senso comum
Nao adianta vingança
Eu quero o expurgo
Eu quero o fim
Da cultura do estupro.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Eu cresci
brincando sozinha.
Inventando e
encenando
Narrativas só minhas
Desejando e me frustrando
Com uma realidade infeliz
Narrativas só minhas
Desejando e me frustrando
Com uma realidade infeliz
As outras
crianças sempre
Pareceram se encaixar
Enquanto eu parecia
Nunca encontrar o meu lugar
Pareceram se encaixar
Enquanto eu parecia
Nunca encontrar o meu lugar
Tanto peso
que carregava
Não sabia interagir
Sempre incompreendida
Mas nada podia exigir
Não sabia interagir
Sempre incompreendida
Mas nada podia exigir
Como
entenderiam?
Como me ajudariam?
Se os adultos ignoravam,
O que as crianças saberiam?
Como me ajudariam?
Se os adultos ignoravam,
O que as crianças saberiam?
Eu cresci
brincando sozinha.
As coisas que dizia
Causavam riso ou comoção
Minha mãe brigava
Me acusava de exposição
Como é que eu saberia
Que não podia contar
Sobre a dor que eu sentia
Com o cheiro de álcool no ar?
A mesma criança que sempre
Foi inteligente e criativa
Por causa do vício do pai
Chorava no banheiro escondida
As coisas que dizia
Causavam riso ou comoção
Minha mãe brigava
Me acusava de exposição
Como é que eu saberia
Que não podia contar
Sobre a dor que eu sentia
Com o cheiro de álcool no ar?
A mesma criança que sempre
Foi inteligente e criativa
Por causa do vício do pai
Chorava no banheiro escondida
Por causa da
submissão da mãe
Gritava por dentro até doer
Por causa da distância dos irmãos
A mente inocente não sabia o que fazer
Gritava por dentro até doer
Por causa da distância dos irmãos
A mente inocente não sabia o que fazer
Eu cresci
brincando sozinha.
Claro que
alguns amigos fiz
Mas sempre cansavam de mim
E, principalmente, eu também
Mas sempre cansavam de mim
E, principalmente, eu também
Me cansava deles
Era tudo
sempre igual
Fosse na escola ou em casa
Tentava fugir pra dentro de mim
Mas nem sempre funcionava
Fosse na escola ou em casa
Tentava fugir pra dentro de mim
Mas nem sempre funcionava
Tanta raiva
que sentia
E eu não podia evitar
Continuei a brincar sozinha
Esperando o mundo mudar.
E eu não podia evitar
Continuei a brincar sozinha
Esperando o mundo mudar.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
Am I happy?
I should be
I have a roof
over my head
A warm bed
and lots of food
I go to a good
college
I have some
friends and
even a boyfriend
But I just want
to sleep forever
Isn't that dying?
I hope so
'cause I'm so tired
and resting doesn't
change a thing
I hate it here
I feel no joy
I long for pain
so that I can
feel alive
Oh, dear,
how I long
for the day I die.
I should be
I have a roof
over my head
A warm bed
and lots of food
I go to a good
college
I have some
friends and
even a boyfriend
But I just want
to sleep forever
Isn't that dying?
I hope so
'cause I'm so tired
and resting doesn't
change a thing
I hate it here
I feel no joy
I long for pain
so that I can
feel alive
Oh, dear,
how I long
for the day I die.
domingo, 2 de outubro de 2016
Festa
Quem me vê
dançando na festa
Nem imagina
o quão triste sou
Quem me vê
chegando de cara
sempre erguida
Nem sonha que eu
Me importo demais
com tudo que dizem
E digo ir ao banheiro
Pra chorar
Acho que ninguém
gosta de mim
E que sou nada
Além de um incômodo
Vou embora
sem me despedir
Certa de que não
pertenço a lugar algum.
dançando na festa
Nem imagina
o quão triste sou
Quem me vê
chegando de cara
sempre erguida
Nem sonha que eu
Me importo demais
com tudo que dizem
E digo ir ao banheiro
Pra chorar
Acho que ninguém
gosta de mim
E que sou nada
Além de um incômodo
Vou embora
sem me despedir
Certa de que não
pertenço a lugar algum.
sábado, 24 de setembro de 2016
Enevoada
Na sala meu pai
assiste pornografia
Na tela grande, como
um programa qualquer
assiste pornografia
Na tela grande, como
um programa qualquer
Minha mãe dorme
O sono da conformidade
Do cansaço, sim, mas
Também da submissão
O sono da conformidade
Do cansaço, sim, mas
Também da submissão
Lá fora aquele que
chamo de meu
Vive como se nada
jamais o abalasse
chamo de meu
Vive como se nada
jamais o abalasse
As duras palavras
O desdém e o tom
de voz imponente
Foram deixados para lá
O desdém e o tom
de voz imponente
Foram deixados para lá
No quarto eu
me sinto quebrada
Os olhos inchados
de tanto chorar
me sinto quebrada
Os olhos inchados
de tanto chorar
Ninguém se importa
porque pra eles
existem problemas
maiores e mais graves
porque pra eles
existem problemas
maiores e mais graves
Não é o suficiente
sentir-se triste, não
saber o porquê
e nada conseguir fazer?
sentir-se triste, não
saber o porquê
e nada conseguir fazer?
Eu sonho com o dia
que vou largar de ser
covarde, e finalmente
vou pôr um fim em tudo
que vou largar de ser
covarde, e finalmente
vou pôr um fim em tudo
Vou escrever uma carta
(ou talvez não escreva nada)
Vou passar a navalha e
afundar os pulsos em água morna
(ou talvez não escreva nada)
Vou passar a navalha e
afundar os pulsos em água morna
Vou observar o degradê
do incolor ao escarlate
Vou sorrir serenamente
enquanto adormeço.
do incolor ao escarlate
Vou sorrir serenamente
enquanto adormeço.
Desamparo
“Mas por que você tá triste se...?”
“Todo mundo tem problemas”
“Você não é especial”
“Você tem que tentar melhorar”
“Você quer que todo mundo faça o que você quer”
“Você não sabe se controlar”
“Por que você tá chorando?”
“Você chora por tudo”
“Você gosta de sofrer”
“Você chora por tudo”
“Você gosta de sofrer”
sábado, 17 de setembro de 2016
(in)existência
Passo a semana
a empurrar com a
barriga problemas que
são emergenciais
Digo a mim mesma
que aquela agonia
vai ser compensada
pela diversão por vir
Crio planos para
o fim de semana
Me empolgo para
esquecer preocupações
Chega o dia e não
descanso o suficiente
Chega a noite e não
me sinto diferente
Chego ao local e
fantasio com a saída
Falo com pessoas e
quero que o assunto acabe
Se me sinto bonita
preciso de uma foto
para receber virtual
aprovação sem valor
Se me sinto triste
preciso escrever
um poema que cause
empatia e admiração
No fim das contas
não faz diferença
Porque continuo
a me sentir vazia.
a empurrar com a
barriga problemas que
são emergenciais
Digo a mim mesma
que aquela agonia
vai ser compensada
pela diversão por vir
Crio planos para
o fim de semana
Me empolgo para
esquecer preocupações
Chega o dia e não
descanso o suficiente
Chega a noite e não
me sinto diferente
Chego ao local e
fantasio com a saída
Falo com pessoas e
quero que o assunto acabe
Se me sinto bonita
preciso de uma foto
para receber virtual
aprovação sem valor
Se me sinto triste
preciso escrever
um poema que cause
empatia e admiração
No fim das contas
não faz diferença
Porque continuo
a me sentir vazia.
domingo, 26 de junho de 2016
Solo
Hoje eu venci uma crise de ansiedade.
Sozinha.
Chorei durante todo o tempo.
Senti minhas mãos formigarem. Meu olhar dispersou. Minhas pernas, quadris, mãos: tudo tremia.
Tomei um remédio.
Pensei em te ligar.
Não me permiti.
Pulei para tentar expelir a descarga de adrenalina.
Meu coração quase saiu do peito.
Pensei em te ligar.
Cogitei, ponderei, decidi que sim, aí lembrei das suas palavras.
Resolvi lutar, mas a lembrança piorou a tremedeira.
Tomei outro remédio.
Me olhei no espelho, o cabelo bagunçado e o rosto manchado de lágrimas.
Disse a mim mesma que estava tudo bem. Tudo sob controle.
Deitei.
Comecei a escrever.
Recomecei a tremer.
Quero te ligar.
Mas você me mandou ser louca em outro lugar.
Eu sou louca sim.
E vou continuar sendo.
Assim como continuo tremendo.
A quem engano?
Não venci coisa nenhuma.
Ainda quero te ligar.
Mas decidi.
Vou ser louca sozinha.
Sozinha.
Chorei durante todo o tempo.
Senti minhas mãos formigarem. Meu olhar dispersou. Minhas pernas, quadris, mãos: tudo tremia.
Tomei um remédio.
Pensei em te ligar.
Não me permiti.
Pulei para tentar expelir a descarga de adrenalina.
Meu coração quase saiu do peito.
Pensei em te ligar.
Cogitei, ponderei, decidi que sim, aí lembrei das suas palavras.
Resolvi lutar, mas a lembrança piorou a tremedeira.
Tomei outro remédio.
Me olhei no espelho, o cabelo bagunçado e o rosto manchado de lágrimas.
Disse a mim mesma que estava tudo bem. Tudo sob controle.
Deitei.
Comecei a escrever.
Recomecei a tremer.
Quero te ligar.
Mas você me mandou ser louca em outro lugar.
Eu sou louca sim.
E vou continuar sendo.
Assim como continuo tremendo.
A quem engano?
Não venci coisa nenhuma.
Ainda quero te ligar.
Mas decidi.
Vou ser louca sozinha.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Nó na Garganta
Eu não consigo escrever.
As palavras soam todas erradas. Não consigo organizar os
pensamentos. Me canso, me frustro, me decepciono comigo mesma antes mesmo de
terminar o primeiro parágrafo.
Meu coração vazio não me permite fazer aquilo que por tanto
tempo foi o meu único remédio. Agora, com licença, vou tomar minhas pílulas.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Melodia
Não consigo ouvir Chico
Sem lembrar do seu sorriso
Não posso ouvir Caetano
Sem pensar nos seus encantos
Não dá pra ouvir Alceu Valença
Sem sentir a sua presença
Não consigo ouvir Criolo
Sem querer o seu consolo
Não suporto ouvir Tim Maia,
Novos Baianos, Emicida ou Nação Zumbi
Até que você volte pra perto de mim.
Sem lembrar do seu sorriso
Não posso ouvir Caetano
Sem pensar nos seus encantos
Não dá pra ouvir Alceu Valença
Sem sentir a sua presença
Não consigo ouvir Criolo
Sem querer o seu consolo
Não suporto ouvir Tim Maia,
Novos Baianos, Emicida ou Nação Zumbi
Até que você volte pra perto de mim.
Quadro
Hoje canalizei toda a dor
para os pincéis
Tentei recriar a cor
de cada parte sua
Misturei diversas tintas
para reproduzir sua pele
Tons de rosa foram mais de trinta
para colorir seus lábios
Desenhei cada pêlo da sua barba
e cada cílio dos seus olhos
Não foi das tarefas mais árduas
pois seu rosto não sai da minha mente
Acabei e fiquei orgulhosa
Do amor que derramei na tela
Mas logo fiquei chorosa
porque não diminui a saudade.
para os pincéis
Tentei recriar a cor
de cada parte sua
Misturei diversas tintas
para reproduzir sua pele
Tons de rosa foram mais de trinta
para colorir seus lábios
Desenhei cada pêlo da sua barba
e cada cílio dos seus olhos
Não foi das tarefas mais árduas
pois seu rosto não sai da minha mente
Acabei e fiquei orgulhosa
Do amor que derramei na tela
Mas logo fiquei chorosa
porque não diminui a saudade.
sábado, 15 de agosto de 2015
Eu sou uma falha.
Gravidez indesejada.
Criança mimada e briguenta.
Temperamento difícil.
Irritabilidade.
Rebeldia.
Falta de foco.
Paixões nunca consumadas.
Relacionamentos fracassados.
Todas as escolhas erradas.
Depressiva.
Suicida.
Patologicamente ansiosa.
Personalidade transtornada.
Medo de tudo.
Sem futuro.
Ódio ao mundo.
Por favor, só me garantam
uma morte bem-sucedida.
Gravidez indesejada.
Criança mimada e briguenta.
Temperamento difícil.
Irritabilidade.
Rebeldia.
Falta de foco.
Paixões nunca consumadas.
Relacionamentos fracassados.
Todas as escolhas erradas.
Depressiva.
Suicida.
Patologicamente ansiosa.
Personalidade transtornada.
Medo de tudo.
Sem futuro.
Ódio ao mundo.
Por favor, só me garantam
uma morte bem-sucedida.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Hurt
You never pay attention
to any of my wounds
Either the ones on my skin
or the ones in my heart
You bump into it
You sit on it
You step on it
And then when I scream
you say you're sorry
and that you didn't do it on purpose
But choosing not to be careful
with such a wounded person
is a lot worse.
to any of my wounds
Either the ones on my skin
or the ones in my heart
You bump into it
You sit on it
You step on it
And then when I scream
you say you're sorry
and that you didn't do it on purpose
But choosing not to be careful
with such a wounded person
is a lot worse.
terça-feira, 10 de março de 2015
Auto-flagelo
Todos os dias quero partir
Ir pra bem longe, bem longe de mim
Todos os dias quero ir pra casa
O mundo lá fora perdeu a graça
Todos os dias vejo contradição
Quando sei o que quero e vou na contra-mão
Todos os dias choro sozinha
A felicidade nunca será minha
Todos os dias procuro um culpado
Para a raiva, a dor, o coração despedaçado
Todos os dias olho no espelho
E vejo a verdade, em berrante vermelho
O meu sofrimento nunca tem fim
E a culpa não é de mais ninguém
Ninguém além de mim.
Ir pra bem longe, bem longe de mim
Todos os dias quero ir pra casa
O mundo lá fora perdeu a graça
Todos os dias vejo contradição
Quando sei o que quero e vou na contra-mão
Todos os dias choro sozinha
A felicidade nunca será minha
Todos os dias procuro um culpado
Para a raiva, a dor, o coração despedaçado
Todos os dias olho no espelho
E vejo a verdade, em berrante vermelho
O meu sofrimento nunca tem fim
E a culpa não é de mais ninguém
Ninguém além de mim.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Ninho
E eu que gosto tanto de um descanso
Que valorizo tanto o meu próprio canto
Nao quero ficar longe de você
Mesmo que me custe o sono.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Distração
Conversas. Ruído. Movimento. Atenção.
Trava.
Estou em um corredor. São várias as portas, são tantas as curvas, as inúmeras bifurcações. Quero abrir todas as portas não abertas, é tanto para ver. Mas olho pra trás e vejo as que já abri.
Vergonha, Embaraço. Raiva. Medo. Dor.
Tento voltar a olhar para o caminho à minha frente, mas as portas abertas me sussurram tudo que não quero ouvir. E, de olhos fechados, saio abrindo portas aleatórias, apenas para calar as do passado, e cometo novos erros. "O que eu estou fazendo com a minha vida?"
É com esse pensamento que a trava se desfaz. Balanço a cabeça. Estou de volta ao mundo real.
Procuro conversas, ruído, movimento, atenção. Preste atenção. Não quero voltar à minha própria mente.
Trava.
Estou em um corredor. São várias as portas, são tantas as curvas, as inúmeras bifurcações. Quero abrir todas as portas não abertas, é tanto para ver. Mas olho pra trás e vejo as que já abri.
Vergonha, Embaraço. Raiva. Medo. Dor.
Tento voltar a olhar para o caminho à minha frente, mas as portas abertas me sussurram tudo que não quero ouvir. E, de olhos fechados, saio abrindo portas aleatórias, apenas para calar as do passado, e cometo novos erros. "O que eu estou fazendo com a minha vida?"
É com esse pensamento que a trava se desfaz. Balanço a cabeça. Estou de volta ao mundo real.
Procuro conversas, ruído, movimento, atenção. Preste atenção. Não quero voltar à minha própria mente.
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