Eu sou uma falha.
Gravidez indesejada.
Criança mimada e briguenta.
Temperamento difícil.
Irritabilidade.
Rebeldia.
Falta de foco.
Paixões nunca consumadas.
Relacionamentos fracassados.
Todas as escolhas erradas.
Depressiva.
Suicida.
Patologicamente ansiosa.
Personalidade transtornada.
Medo de tudo.
Sem futuro.
Ódio ao mundo.
Por favor, só me garantam
uma morte bem-sucedida.
sábado, 15 de agosto de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Hurt
You never pay attention
to any of my wounds
Either the ones on my skin
or the ones in my heart
You bump into it
You sit on it
You step on it
And then when I scream
you say you're sorry
and that you didn't do it on purpose
But choosing not to be careful
with such a wounded person
is a lot worse.
to any of my wounds
Either the ones on my skin
or the ones in my heart
You bump into it
You sit on it
You step on it
And then when I scream
you say you're sorry
and that you didn't do it on purpose
But choosing not to be careful
with such a wounded person
is a lot worse.
terça-feira, 10 de março de 2015
Auto-flagelo
Todos os dias quero partir
Ir pra bem longe, bem longe de mim
Todos os dias quero ir pra casa
O mundo lá fora perdeu a graça
Todos os dias vejo contradição
Quando sei o que quero e vou na contra-mão
Todos os dias choro sozinha
A felicidade nunca será minha
Todos os dias procuro um culpado
Para a raiva, a dor, o coração despedaçado
Todos os dias olho no espelho
E vejo a verdade, em berrante vermelho
O meu sofrimento nunca tem fim
E a culpa não é de mais ninguém
Ninguém além de mim.
Ir pra bem longe, bem longe de mim
Todos os dias quero ir pra casa
O mundo lá fora perdeu a graça
Todos os dias vejo contradição
Quando sei o que quero e vou na contra-mão
Todos os dias choro sozinha
A felicidade nunca será minha
Todos os dias procuro um culpado
Para a raiva, a dor, o coração despedaçado
Todos os dias olho no espelho
E vejo a verdade, em berrante vermelho
O meu sofrimento nunca tem fim
E a culpa não é de mais ninguém
Ninguém além de mim.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Ninho
E eu que gosto tanto de um descanso
Que valorizo tanto o meu próprio canto
Nao quero ficar longe de você
Mesmo que me custe o sono.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Distração
Conversas. Ruído. Movimento. Atenção.
Trava.
Estou em um corredor. São várias as portas, são tantas as curvas, as inúmeras bifurcações. Quero abrir todas as portas não abertas, é tanto para ver. Mas olho pra trás e vejo as que já abri.
Vergonha, Embaraço. Raiva. Medo. Dor.
Tento voltar a olhar para o caminho à minha frente, mas as portas abertas me sussurram tudo que não quero ouvir. E, de olhos fechados, saio abrindo portas aleatórias, apenas para calar as do passado, e cometo novos erros. "O que eu estou fazendo com a minha vida?"
É com esse pensamento que a trava se desfaz. Balanço a cabeça. Estou de volta ao mundo real.
Procuro conversas, ruído, movimento, atenção. Preste atenção. Não quero voltar à minha própria mente.
Trava.
Estou em um corredor. São várias as portas, são tantas as curvas, as inúmeras bifurcações. Quero abrir todas as portas não abertas, é tanto para ver. Mas olho pra trás e vejo as que já abri.
Vergonha, Embaraço. Raiva. Medo. Dor.
Tento voltar a olhar para o caminho à minha frente, mas as portas abertas me sussurram tudo que não quero ouvir. E, de olhos fechados, saio abrindo portas aleatórias, apenas para calar as do passado, e cometo novos erros. "O que eu estou fazendo com a minha vida?"
É com esse pensamento que a trava se desfaz. Balanço a cabeça. Estou de volta ao mundo real.
Procuro conversas, ruído, movimento, atenção. Preste atenção. Não quero voltar à minha própria mente.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Jogo da Vida
Era uma vez cinco meninas. Eu, você, ela, aquela e outra.
Elas tinham de atravessar um caminho esburacado da floresta até um ponto de chegada.
Você caiu duas vezes no caminho, machucando um pouco as mãos e bastante um joelho, sendo a segunda a chegar.
Ela caiu seis vezes, se arranhando toda, mas só superficialmente, chegando em terceiro.
Aquela não caiu nenhuma vez, mas perdeu o fôlego e foi a última a chegar.
Outra bateu a cabeça num galho e desmaiou, mas acordou pouco depois e conseguiu chegar em quarto.
Eu caí inúmeras vezes, fiquei presa em arbustos, fui atacada por abelhas, me perdi, pisei em uma farpa e torci o pé, mas cheguei em primeiro.
Quando as outras garotas chegaram e me viram, chorando de dor completamente só, me deram os parabéns. Eu continuei a chorar.
Elas tinham de atravessar um caminho esburacado da floresta até um ponto de chegada.
Você caiu duas vezes no caminho, machucando um pouco as mãos e bastante um joelho, sendo a segunda a chegar.
Ela caiu seis vezes, se arranhando toda, mas só superficialmente, chegando em terceiro.
Aquela não caiu nenhuma vez, mas perdeu o fôlego e foi a última a chegar.
Outra bateu a cabeça num galho e desmaiou, mas acordou pouco depois e conseguiu chegar em quarto.
Eu caí inúmeras vezes, fiquei presa em arbustos, fui atacada por abelhas, me perdi, pisei em uma farpa e torci o pé, mas cheguei em primeiro.
Quando as outras garotas chegaram e me viram, chorando de dor completamente só, me deram os parabéns. Eu continuei a chorar.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Pequenas Coisas
Eu gosto do silêncio
da manhã
e de uma ampola de
diazepam
Eu gosto de me
sentir sã
e de um pouco de
alprazolam
Eu gosto de
jogar serpentina
e da minha dose diária de
paroxetina
Eu gosto de ser
gentil
E de enormes quantidades de
rivotril.
da manhã
e de uma ampola de
diazepam
Eu gosto de me
sentir sã
e de um pouco de
alprazolam
Eu gosto de
jogar serpentina
e da minha dose diária de
paroxetina
Eu gosto de ser
gentil
E de enormes quantidades de
rivotril.
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