E eu acho que é de se preocupar
Quando uma neurótica como eu
Não apenas deixa de se importar
Como acha doce os erros seus.
terça-feira, 5 de julho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Amizade
O riso descompromissado
A surpresa boa
A alegria própria pela próxima
A culpa e o pedido de desculpas
O esforço para ignorar defeitos
O esforço para consertar defeitos
A felicidade posta onde se está
Interrompidos, freiados
Por segredos, mal agradecimentos
Tons de voz, deixar-para-depois
Descabidos
Pela desimportância atribuída
A mim.
A surpresa boa
A alegria própria pela próxima
A culpa e o pedido de desculpas
O esforço para ignorar defeitos
O esforço para consertar defeitos
A felicidade posta onde se está
Interrompidos, freiados
Por segredos, mal agradecimentos
Tons de voz, deixar-para-depois
Descabidos
Pela desimportância atribuída
A mim.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Fabricação
São várias, são tantas
as tentativas minhas
de soar sensível e branda
Colorir a de costura linha
Misturar palavras, sabores
e aromas na panela
de papel que ferve amores,
cozinha ódio e frita mazelas.
as tentativas minhas
de soar sensível e branda
Colorir a de costura linha
Misturar palavras, sabores
e aromas na panela
de papel que ferve amores,
cozinha ódio e frita mazelas.
sábado, 2 de abril de 2011
Desistente
Sempre escrevo minhas decisões a lápis.
Sem muito tardar, ou depois de algum tempo, acabo pegando a borracha. E assim escrevo e apago, escrevo e apago, escrevo e apago.
Algumas raras vezes até chego a pegar a caneta, mas de última hora escrevo com meu bom e velho grafite, deixando a borracha a postos.
Há ainda as vezes em que escrevo a lápis e, apesar da consciência de fazê-lo, me convenço superficialmente de que seguro a caneta na mão.
Espero um dia escrever à caneta e, quando buscar a borracha, atônita, e perceber que não há como voltar atrás, vou ver só.
Mas espero mesmo é que um dia eu pegue a caneta, coloque minha decisão no papel e, satisfeita, jogue a borracha no lixo.
Sem muito tardar, ou depois de algum tempo, acabo pegando a borracha. E assim escrevo e apago, escrevo e apago, escrevo e apago.
Algumas raras vezes até chego a pegar a caneta, mas de última hora escrevo com meu bom e velho grafite, deixando a borracha a postos.
Há ainda as vezes em que escrevo a lápis e, apesar da consciência de fazê-lo, me convenço superficialmente de que seguro a caneta na mão.
Espero um dia escrever à caneta e, quando buscar a borracha, atônita, e perceber que não há como voltar atrás, vou ver só.
Mas espero mesmo é que um dia eu pegue a caneta, coloque minha decisão no papel e, satisfeita, jogue a borracha no lixo.
Ânsia
Eu só queria te contar
Esses segredos que me afligem
Poder enfim descarregar
Essas agonias que me consomem.
Esses segredos que me afligem
Poder enfim descarregar
Essas agonias que me consomem.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Inspiração
Mas por onde andas
minha querida amada?
Por que partes de meu corpo
estais a rastejar?
Para a dor e o deslumbramento
És tu, espontânea, melhor remédio
Mas durante tal vazio doentio
Calma inexpressão de meu peito
Tu desapareces!
Como quem nunca esteve aqui.
minha querida amada?
Por que partes de meu corpo
estais a rastejar?
Para a dor e o deslumbramento
És tu, espontânea, melhor remédio
Mas durante tal vazio doentio
Calma inexpressão de meu peito
Tu desapareces!
Como quem nunca esteve aqui.
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